Chegou o Natal. Ou, pelo menos, a magia colorida e brilhante já começa a se esgueirar para os aspectos do nosso dia-a-dia.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Diários de Margarida
Floridus Puer significa "menino florido" em Latim. (Fiz aulas de Latim, então... Deu para entender.) Também é o nome que dei ao meu pequeno florilégio, onde usei variadas flores secas. Margaridas, ipê rosa e roxo, begônias, lírios amarelos.
Elas foram prensadas entre as páginas de livros velhos e pesados, como um Dicionário de Substantivos Coletivos (onde eu descobri que florilégio designa-se por coleção de flores; ou antologia). Gostaria de dizer que nenhuma delas foi arrancada desnecessariamente. Veja bem, todas as flores de ipê foram colhidas depois de cair (uma noite chuvosa pode ser uma ajudante de mão cheia). E eu não acredito realmente na poesia de se roubar flores do jardim de alguém. Acho que apenas me sentiria desolada com a morte de flores pelas minhas mãos.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Floridus Puer
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Valsa da Meia-Noite
Os passos atravessando a porta soavam leves e calculados e havia todo um
não sei quê de galanteria nos gestos. Tomou nota de cada pedaço daquela mulher.
Dos olhos grandes e aquosos, franjados de cílios castanhos, as mãos úmidas se
secando no pano de prato, os tantos grampos no
Como se a visse pela primeira vez, um fantasma pintado
de cores frias em meio à multidão descolorada, do qual era impossível de
desviar os olhos.
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Caixa de Fósforos
Greta sacudiu
distraidamente a caixinha de fósforos e sacou um palito.
- Já viu, alguma vez, daqueles fósforos em
cartelas de papel? – perguntou baixinho antes de riscar o palito.
- Já sim. –
Limpou a garganta. – Brinde de motel. Acredite, não é fácil de acender como os
filmes fazem parecer.
- Oh. – Greta
deu um suspiro e, sem querer, acabou por apagar a chama do fósforo.
- Quer dizer -,
adiantou-se PJ, com embaraço -, um amigo meu me mostrou.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
O Sonho do Coelho
O que estaria por dentro da toca de um coelho?
Aquilo era claramente um sonho, não tinha dúvida. Apenas em sonhos o céu possuiria aqueles tons de azul e lilás envelhecidos, com nuvens furta-cor, a grama seria tão macia para os pés descalços e o tronco de um salgueiro seria largo o suficiente para uma garotinha se esconder.
Ela não se escondia, para falar a verdade. Seu amigo sabia exatamente onde ela estava. Mas o ato de escapar de suas vistas e obrigá-lo a procurá-la fazia parte do jogo.O rapaz, com uma mão cavalheirescamente às costas, consultou as horas em seu relógio de bolso. Ele perguntaria:
- O que estaria por dentro da toca de um coelho?
E a garotinha, com as mãos pequenas apoiadas ao tronco áspero, responderia:
- Uma grande família de coelhos. A mamãe é uma boa cozinheira, o papai gosta de ler o jornal, os irmãos implicam um com o outro e a vovó está tricotando luvas para o inverno.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Dia errado
Hoje, eu acordei no dia errado.
O relógio já marcava cinco e meia da manhã de quinta-feira, embora ainda fosse noite de quarta.
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